Estácio da Veiga

O conhecido e reconhecido escritor e arqueólogo português, é natural de Tavira e nasceu a 6 de Maio de 1828.

Estácio da Veiga faleceu a 7 de Dezembro de 1891 em Lisboa e deixou uma obra ao país e à região de elevado interesse, facto que dá lugar a uma merecida homenagem e a um contato mais próximo com a realidade desta personalidade.

Sebastião Phillipes Martins Estácio da Veiga, estudou no Liceu de Faro e frequentou a Escola Politécnica de Lisboa.

A sua carreira enquanto oficial da secretaria da Sub-Inspecção Geral dos Correios e Postas do Reino, conferiram-lhe uma vasta experiência e um despertar para novos conhecimentos, ainda que o seu percurso o tenha colocado noutras rotas, já que após as fortes cheias ocorridas no Algarve em 1876, motivaram que o gabinete de Fontes Pereira de Melo encarregasse Estácio da Veiga de fazer o levantamento dos vestígios arqueológicos que ficaram a descoberto tanto na região; como foi o caso das ruínas de Milreu em Estoi, como no Alentejo.

Após um exaustivo trabalho, terá surgido, em 1878, a Carta Arqueológica do Algarve que foi um primeiro reflexo desse empenho. O mesmo feito terá culminado com a fundação do Museu Arqueológico do Algarve, em Lisboa.

Em 1880, coube a Estácio da Veiga secretariar o Congresso Internacional de Antropologia e de Arqueologia Pré-Histórica, em Lisboa.

A par destes atributos, Estácio da Veiga foi membro de diversas sociedades entre as quais se destacam a Academia das Ciências de Lisboa, o Instituto Arqueológico de Roma, a Sociedade Francesa de Arqueologia, a Real Academia de História de Madrid, a Academia Belga de Arqueologia e o Instituto Arqueológico e Geográfico de Pernambuco.

Filho de José Agostinho Estácio da Veiga, recebeu à semelhança do pai, o foro de fidalgo Cavaleiro da Casa Real, facto que foi uma referência familiar de elevado interesse.

Do seu vasto espólio, Estácio da Veiga deixou-nos obras como: Gibraltar e Olivença, Apontamentos para a História da Usurpação Desta Duas Praças, publicada em 1863; Plantas da Serra de Monchique Observadas Nesse Ano, conhecida em público em 1866; no mesmo ano é publicada a obra:

Os Povos Balsenses, Sua Situação Geográfica e Física, Indicada por dois Monumentos Romanos Descobertos em Tavira, seguindo-se
Romanceiro do Algarve, em 1870; A Tábula de Bronze de Aljustrel, em 1876, Antiguidades de Mafra, em 1879; sem esquecer as obras: Memórias das Antiguidades de Mértola, de 1877, a Carta Arqueológica do Algarve, no ano seguinte, Ode a Luís de Camões em 10 de Junho de 1880, Projecto de Legenda Simbólica para a Elaboração e Interpretação da Carta de Arqueologia Histórica do Algarve, publicada em 1885, As Orquídeas de Portugal, que veio a público no ano seguinte.

Na mesma sequência, é de registar: As Antiguidades Monumentais do Algarve, cuja publicação ocorreu entre 1886 e 1891 em quatro volumes, e o Programa para a Instituição dos Estudos Arqueológicos em Portugal, que foi publicado em 1891.

Sem qualquer margem para dúvidas, Estácio da Veiga é um algarvio que merece ser revitalizado e enaltecido pelo valioso contributo que deu e que continua a fornecer a todos quantos se interessam pela sua área de escrita e de conhecimento.

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