Auschwitz: passam hoje 72 anos da libertação do campo de concentração

27 de janeiro de 1945. Um grupo de militares soviéticos entra no campo de Auschwitz, sem saber o que lá ia encontrar. Dentro de casernas estavam os sobreviventes de trabalhos forçados, magros, e apenas com uma fina camada de roupa a cobrir o corpo. Ficou marcado o dia da libertação de um dos maiores campos de concentração nazis, do qual passam hoje 72 anos.

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Estima-se que tenham morrido cerca de 1,1 milhões de pessoas durante os seus anos de atividade, a maioria de extermínio, outra grande parte devido à exaustão e doença, graças às diminutas condições de vida e trabalho forçado. Mas nem sempre Auschwitz foi um campo de extermínio.

Construído em 1940 próximo da cidade de Oswiecim, a alguns quilómetros de Cracóvia, na Polónia, de início seria apenas mais um campo de concentração para a grande quantidade de presos políticos polacos que começaram a surgir.

Quando foi posta em prática a decisão de exterminar os judeus dos países com presença alemã, Auschwitz passou a ser o local onde a maioria se encontrava. Em 1942 foram construídas as restantes secções do campo de Auschwitz, incluindo Birkenau, cujas imagens aparecem recorrentemente em fotografias e filmes sobre a época.

Auschwitz tornou-se então o maior campo de extermínio e de trabalhos forçados do exército alemão. De todos os cantos da Europa chegavam judeus e outros prisioneiros que, quando não eram considerados aptos para o trabalho, eram exterminados em câmaras de gás construídas no local.

71 anos depois do dia em que as tropas soviéticas chegaram ao local, a sua memória continua presente. Nesse dia de 1945, dos milhões que por ali passaram, restavam apenas 7.600 pessoas, doentes ou consideradas inaptas para uma longa viagem. Os restantes que ainda sobreviviam tinham sido levados pelas tropas alemãs dias antes para outros campos, quando souberam da chegada dos soviéticos.

O objetivo era esconder o máximo de provas do que tinha acontecido no local, mas sem sucesso. Vários anos mais tarde, com o surgimento de relatos e testemunhos daqueles que viveram na época, Auschwitz passou a ser considerado um símbolo do genocídio judaico.

Atualmente é museu, que todos podem visitar, e todos os anos este dia é dedicado não só aos que lá morreram, mas também aos que conseguiram sobreviver.

Aliás, o dia 27 de janeiro foi considerado em 2005 pela Organização das Nações Unidas como o Dia Internacional Em Memória às Vítimas do Holocausto.

Revista Quero Saber

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