Jornadas de Primavera ICOM – Conheça os oradores

Um dia de reflexão e debate

Nas Jornadas de Primavera 2017 teremos a oportunidade de ouvir uma reflexão sobre o panorama da museologia na atualidade nas vozes de Clara Frayão Camacho e Graça Filipe, Teremos também a participação de Luís Farinha, do Museu do Aljube, que nos vai apresentar um caso de um museu com histórias controversas e contribuir para o debate sobre o tema deste ano do Dia Internacional de Museus que será moderado por Inês Fialho Brandão.

No dia 27 teremos, igualmente, eleições para os novos órgãos sociais do ICOM Portugal para o triénio 2017-2020. Participe!

As inscrições nas Jornadas de Primavera são gratuitas, mas limitadas à capacidade da sala. O e-mail para inscrição: Email

Que futuro queremos dar ao(s) museu(s), agora? Algumas questões da museologia contemporânea: entre o panorama mundial e a situação em Portugal.

Clara Frayão Camacho e Graça Filipe

Cabe a todas as pessoas – profissionais e potenciais usufrutuários – refletir criticamente e pronunciar-se sobre o presente e o futuro dos museus.
Considerando a razão de ser e o futuro dos museus necessariamente equacionáveis num quadro global e local indissociável dos problemas contemporâneos, a nossa apresentação pretende contribuir para o debate presencial e, se possível, subsequente à jornada do ICOM-Portugal, porventura abrindo caminho para um projeto que capitalize reflexões e sensibilize para o assunto como tema de investigação/acção.
Em alternativa a simplesmente «esperar» pelo futuro, por que outros serão supostamente responsáveis, ou visto como um acaso inevitável, podemos enquanto profissionais contribuir para antecipar a(s) mudança(s), reconfigurando práticas e programas, se conhecermos as tendências do passado-presente, analisarmos os riscos e identificarmos os desafios, dispostos a assumirmos uma estratégia de ação e de mudança.
Metodologicamente, parece-nos interessante cruzar uma abordagem museológica com alguns princípios que se associam à prospetiva. A nossa comunicação aborda dois pontos: (1) o estado da arte do futuro dos museus como tema de estudo e (2) como e com quem preparar o futuro dos museus em Portugal (tendências, riscos, desafios e linhas de acção para os profissionais).

3ab11df7-9ffb-47c8-ac22-e74e14a699aa.jpgClara Frayão Camacho é doutorada em História (Universidade de Évora) e mestre em Museologia e Património (FCSH-UNL). Atualmente é técnica superior da Direção-Geral do Património Cultural e Presidente da Assembleia-Geral do ICOM Portugal. Dirigiu o Museu Municipal de Vila Franca de Xira (1983-1999), foi Coordenadora da Rede Portuguesa de Museus (2000-2005) e Subdiretora do Instituto Português de Museus (2005-2007) e do Instituto dos Museus e da Conservação (2007-2009). Docente de disciplinas de Museologia em Cursos de Pós-Graduação e Mestrado de várias universidades, autora de artigos sobre os museus portugueses e temas da Museologia Contemporânea, foi diretora da revista Museologia.pt. E é autora de Redes de Museus e Credenciação. Uma Panorâmica Europeia (DGPC-Caleidoscópio, 2015). No plano internacional tem participado em grupos de trabalho da Comissão Europeia e da UNESCO e tem exercido funções de representação institucional na NEMO (Network of European Museum Organisations) e no Ibermuseus.

02ce46ab-6c86-412e-beb6-4c0016fb84d8.jpgGraça Filipe é mestre em Museologia e Património (FCSH-UNL, 2001), licenciada em História (FL-UL, 1980) e pós-graduada em Museologia Social (UAL, 1991). É técnica superior da Câmara Municipal do Seixal. É assistente convidada da FCSH-Universidade Nova de Lisboa desde 2007, actualmente docente dos seminários de Planificação e Programação Museológica e de História, Metodologia e Teoria do Património em Portugal – mestrados em Museologia e em Património. É investigadora integrada do Instituto de História Contemporânea (FCSH-UNL). Foi responsável técnica do Ecomuseu Municipal do Seixal (1989-2009), técnica superior da CM de Tomar (2014-2015) e subdirectora do Instituto dos Museus e da Conservação (2009-2011).

Museu do Aljube – Um Museu incómodo

Luís Farinha

O Museu do Aljube evoca a luta política dos resistentes ao regime ditatorial existente no país antes da Revolução de 25 de Abril de 1974. Revolucionários, reformistas – ou simplesmente defensores intransigentes de um Estado de Direito -, passaram aos milhares pela prisão do Aljube, entre 1928 e 1965.

Esta é uma memória incómoda e silenciada que o «país de Abril» julgou poder ignorar, mas que o tempo tem mostrado não poder ser esquecida.

ace17b0b-6207-4231-a2ce-d01289e0de4d.jpg Luís Manuel do Carmo Farinha Professor de Ensino Secundário. Professor Assistente da Faculdade de Letras de Lisboa (1988-1990) Doutoramento em História Institucional e Política (século XX) na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas – Universidade Nova de Lisboa. (FCSH-UNL) (2003) Investigador integrado no Instituto de História Contemporânea, História Política Comparada – Regimes, Transições e Memória. Vice-Presidente do Instituto de História Contemporânea (FCSH-UNL) (2011-2016). Curador da Exposição “Viva a República” (“Viva a República”) como parte das comemorações do 1º centenário da República (2010). Director Adjunto da Revista História Portuguesa, Lisboa, 2002-2007. Diretor do Museu de Aljube Resistência e Liberdade (2015-). Autoria de literatura diversa sobre a história política e cultural de Portugal e Europa no século XX: Primeira República; Transição para a ditadura militar; Resistência à oposição à ditadura e ao fascismo.

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