Projeto nº 251 “Os Moinhos do Rio Degebe: contributos para salvaguarda da sua memória

Os objetivos principais desta proposta são: localizar e identificar no terreno os Moinhos do rio Degebe; Registar as estruturas arquitetónicas e tecnológicas ainda existentes; Levantamento fotográfico destas estruturas; Publicação do trabalho através da realização de um site, para dar a conhecer os moinhos à comunidade. E, é esta a proposta que deixamos: salvaguardar a memória destes moinhos, antes que se apaguem de vez da paisagem ribeirinha.

E terminamos com este pensamento de Sousa Viterbo de 1896, “salvemos pela descripção e pela estampa o que nos resta, dilacerado e partido, dos antigos documentos da laboriosidade portuguesa”. É urgente conhecer e registar este património para o valorizar e divulgar, mostrando às gerações actuais e futuras estas marcas do nosso passado. Deixamos ainda todo o contexto da proposta: O Rio Degebe nasce perto de Évora é afluente da margem direita do rio Guadiana e tem uma extensão de cerca de 75 Km, abrange os concelhos de Évora, Portel e Reguengos de Monsaraz. Ao longo do percurso do rio contam-se mais de 20 moinhos hidráulicos que durante séculos caracterizaram a paisagem ribeirinha.

Caracterizaram também uma actividade – a Moagem de cereais e uma profissão – a profissão de Moleiro, ambas ligadas à produção e transformação de cereais desde os tempos mais remotos até meados do século XX. Esta intensa atividade foi o elo de relações, de vivências e de inovações, pois o Moleiro era um engenhoca, um autodidata, que com as suas técnicas tradicionais e caseiras tratava das mós e consertava os engenhos de moagem. E, desta forma, entendemos que estes mecanismos de moagem constituíram elementos de grande significado para a economia local, pois forneciam à comunidade a farinha para fabrico do principal alimento que possuíam que era o pão.

No entanto, com o evoluir dos tempos e com a implementação das tecnologias industriais, a sua atividade deixou de ser valorizada remetendo os moinhos para o abandono e para o esquecimento. Hoje já não se faz a ceifa manual dos cereais, já não existem moinhos para moer os grãos de trigo e já não se acendem os fornos de lenha tradicionais para cozer o pão. Pois, hoje, o pão nasce no supermercado O orçamento associado à presente proposta deverá ser de 60.000,00€ e o mesmo terá uma exceucção de ano e meio – a começar em 2018.

Este Projeto está a concorrer com 72 projetos regionais e só passam os mais votados.

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